6:13 AM Jan 26th from TweetDeck.
Podia fazer como eu, que creditei da última vez.
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Terena vence e pode ser campeão antecipado na próxima etapa
Piloto da Napa Racing admite: sonha em ser bi
O sonho de Bruno Terena em se tornar bi pode ser concretizado já na penúltima etapa da temporada 2009 da FIAk (Federação Internacional dos Andadores de Kart). Na corrida disputada na madrugada desta sexta-feira, na Granja Viana, o piloto da Napa Racing venceu pela terceira vez na temporada, ampliando para oito pontos a vantagem na classificação – o vice-líder agora é Cassio Cortes, o terceiro colocado nesta sexta etapa.
Com isso, se o narigudo fotógrafo ampliar sua vantagem para dez pontos antes da disputa da última rodada, já consegue levar a taça de bicampeão da FIAk – ele foi o vencedor da temporada 2008.
“Eu confesso: sempre quis ser bi. Era só uma questão de oportunidade”, declarou, sem desconfiar dos risos maldosos de alguns jornalistas na sala de imprensa. “Mas logo em seguida quero bater todos os recordes de Rodrigo França. Eu odeio ele: pensa que é o francês da turma quando todos sabem que eu sou muito mais parecido com o Alain Prost”, completou Terena, dedicando também a vitória aos 70 anos de Pinóquio.
Cortes chegou a ficar em primeiro, o que tornaria a disputa do campeonato interessantíssima, mas não resistiu aos ataques de Terena e do surpreendente Cleber Bernucci – que largou na pole e chegou em segundo, seus melhores resultados na FIAk. “Meu kart parecia o Tcheco – não tinha fôlego para segurar a parte final da prova”, reclamou o gremista.
Bernucci também foi outro que liderou parte da prova – exatamente duas curvas. “Fico nervoso quando me vejo em primeiro. Não estou acostumado”, admitiu. Não por acaso, ele usava a camisa da Virgin Racing. “Mas a pole me fez perder a virgindade”, confessou.
A quarta colocação foi de Rodrigo França, ganhando uma posição em relação à largada. Com o resultado, ele segue em quarto no campeonato, com 26 pontos. “Chega de quarto. Vou dormir até na sala pra ficar longe do quarto”, diz.
O tricampeão da FIAk e Luiz Vicente seguem respirando por aparelhos na disputa pelo campeonato – Luiz chegou em oitavo e foi a 30 pontos, na terceira colocação. “Um piloto da Napa Racing respirar por aparelhos é sacanagem”, reclamou Luiz. Apenas estes quatro pilotos seguem com chances matemáticas de título. Entre os construtores, no entanto, a briga segue eletrizante –e polarizada, com o perdão do trocadilho, entre Napa Racing, com 72 pontos, e RF1-ParadiseMV, com 68.
Na categoria principal, também pontuaram Tiago Mendonça, em boa recuperação após largar dos boxes (por trocar de kart) e chegar em quinto. “Sempre fui um cara de grandes recuperações. No colégio então, sempre fiquei em recuperação”, disse. Bruno Vicaria, apontado pela mídia espanhola como a grande revelação de 2009, mais uma vez pontuou, ao chegar em sexto. “Pena que não choveu, queria dar um pau no Terena de novo”, completou. Marcelo Povreslo, outro nome em ascensão, chegou em sétimo. “Pontuar é bom que dá retorno de mídia”, disse, sempre preocupado com as tabelas.
Lipe Paíga chegou perto dos pontos, em nono. Ele largou em quarto e, não fosse uma rodada na segunda volta (que o relegou à última posição), teria terminado bem mais à frente. O piloto da equipe “Fat ´N Fast” ficou sem pontos na principal, mas comemorou o título da Estreantes, com duas etapas de antecipação. Sua melhora de desempenho é creditada a uma cirurgia de “lipeaspiração”. “Isso é ridículo, a imprensa adora inventar moda, principalmente se for para fazer um trocadilho infame”, revelou.
A sexta etapa também foi marcada pelo duelo de dois grandes jornais diários nas pistas: Folha X Lance. Na luta pelo 10º lugar, Rafael Valesi pôs o esportivo na frente, ao vencer a batalha com Fabiano Severo por apenas 1s. O troco foi dado na briga pelo 16º lugar, com Felipe Nóbrega superando Guilherme Gomes por 4s.
Dois veteranos da FIAk também garantiram emoção ao público pagante da FIAk presente nesta madrugada na Granja Viana (toda a renda foi revertida para as vítimas das enchentes em Dubai): João Alberto Otazu X Luiz Alberto Pandini. O piloto da Mastermidia venceu a briga albertina, chegando em 13º, com Panda (ou Ringo Starr, segundo a folha de cronometragem), o 14º.
À frente deles, um dos estreantes do dia, Wagner França – que, apesar do sobrenome, é ironicamente apadrinhado de Bruno Terena. Ele foi o 12º na geral e conquistou um pódio na Estreantes – Marcos Souza também fez sua estreia na FIAk, chegando em 20º.
Também marcaram pontos na Estreantes Daniel Betting (15º na geral) e Fabio Sanches (18º), que chegou logo à frente de um desolado Carsten Horst, que tinha boas chances na prova até ter um pneu furado. “E ainda dizem que no jornalismo o furo é sempre bem-vindo…”, lamentou.
Resultados da 6ª etapa da temporada 2009 (prova nº 60)
Kartódromo Granja Viana, 04 de fevereiro de 2010
Participantes: 20
Pole position: Cleber Bernucci, 1m03s740
Melhor volta: Bruno Terena, 1m03s119
1. Bruno Terena
2. Cleber Bernucci
3. Cassio Cortes
4. Rodrigo França
5. Tiago Mendonça
6. Bruno Vicaria
7. Marcelo Povreslo
8. Luiz Vicente
9. Lipe Paíga
10. Rafael Valesi
11. Fabiano Severo
12. Wagner França
13. João Alberto Otazu
14. Luiz Alberto Pandini
15. Daniel Betting
16. Felipe Nobrega
17. Guilherme Gomes
18. Fabio Sanches
19. Carsten Horst
20. Marcos Souza
Campeonato 2009 (após seis etapas):
1. Bruno Terena, 42
2. Cassio Cortes, 34
3. Luiz Vicente, 30
4. Rodrigo França, 26
5. Lipe Paíga, 17
6. Bruno Vicaria, 15
7. Tiago Mendonça, 14
8. Marcelo Povreslo, 13
9. Cleber Bernucci, 10
10. Ricardo Levy, 8
11. João Alberto Otazu, 7
12. Alexander Grunwald, 7
13. Luiz Alberto Pandini, 5
14. Luiz Fernando Ramos, 3
15. Ricardo Lopes, 2
16. Rafael Durante, 1
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Demorei para escrever esta coluna. Demorei, mesmo, pois o dia ainda não acabou para mim e nem vai terminar tão cedo.
Neste momento, estou escrevendo no lobby do hotel, depois de um jantar bastante emotivo da turma da Volkswagen e ouvindo o som de uma rumba, que está tocando no salão do lado _nosso próximo destino.
Não sei para vocês, mas todo “último dia” em alguma coisa é especial. Hoje, todos nós sabíamos que seria a última vez que este grupo estaria junto, então, de alguma forma, todos fizeram questão de aproveitar ao máximo.

Partimos de Iquique rumo a Antofagasta, e paramos em um dos diversos cenários próximos ao Oceano Pacífico. Escolhemos um lugar com dunas para tirarmos fotos dos Amaroks das Volkswagen. Aproveitamos e fizemos uma fotos da equipe toda, e continuamos com o clima de confraternização.
Mas, aos poucos, uns foram ficando pelo caminho e sobraram dois carros. Aproveitamos a deixa para entrar pela última vez no meio do Deserto do Atacama para ver os carros. E, curiosamente, tivemos um papel interessante nisso tudo.
O local onde nós estávamos consistia de uma curva fechada, onde os pilotos se confundiam com frequência. Com isso, a cada aproximação de um carro, já fazíamos um sinal indicando a direção onde eles deveriam seguir. Se nós não estivessemos lá, acredito que muitos estariam perdidos _inclusive Carlos Sainz, que só fez a curva porque nos viu fazendo o sinal para ele.
Esta brincadeira nos custou nove horas de viagem. Quando chegamos no bivouac, tive a oportunidade de entrevistar a lenda viva Carlos Sainz e conversar com outra grande personalidade: o piloto belga Jacky Ickx. Dois mestres do automobilismo. Uma maneira sensacional de fechar o dia.
Mas não acabou por aí. O jantar de encerramento desta primeira metade deixou muita gente com os olhos marejados, pois a maioria tinha certeza: seria a última vez que todos estariam juntos novamente. E quando você cai na real, realmente, é complicado segurar.
Por isso estou escrevendo agora. Aproveitei cada minuto junto desta turma, que vai deixar saudades. Amanhã, volto para o Brasil e deixarei este sonho para trás. O sonho de muita gente que eu acredito que consegui realizar com competência e muito carinho.
Agora é hora de voltar para a real, ver a família, os amigos, e reorganizar a vida. Mas, pelo menos até o dia 17, minha cabeça estará no Dacar. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a todos que leram, prestigiaram (ou não) e trocaram figurinhas comigo durante todos esses dias. Obrigado!
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Depois de uma quarta-feira agitada, o dia de hoje foi bastante calmo pra todos nós. Calmo no sentido de poucas emoções. Não vimos nenhum carro, apenas quando chegamos no bivouac.
Vimos de longe, mas foi divertido da mesma maneira: para chegar ao fim, os pilotos desceram uma grande montanha de areia, chamada por aqui de “tobogã de areia”. Cada descida era uma festa, e os competidores chegavam exaustos.

No caminho, passamos por belos cenários do Oceano Pacífico, sem praias: a beira do mar era repleta de pedras entre areia e mar, o que impede qualquer banhista de “salgar a bunda” no mar.
Desta forma, fomos obrigados a passar o dia inteiro no bivouac, e almoçamos por lá. E isso é algo que quero descrever para vocês. Sabem aqueles seriados norte-americanos passados em escolas, onde os alunos pegam a bandeja na hora da refeição e os cozinheiros jogam uma gororoba no prato? Aqui é mais ou menos assim.

Hoje teve um negócio chamado cuzcuz, que não é aquela comida famosa que temos no Brasil. São uns grãos amarelos, como se fossem bolinhas, similares ao arroz, com pedaços de tomate e manjericão. O problema é que o povo aqui parece estar em contenção de despesas: se havia 30 gramas no prato era muito.
Além disso, serviram diversos tipos de frios. Queijo, presunto, salame, que não alimentam nada. Mas não estamos aqui para comer, mas, sim para trabalhar, né! E, todos os dias antes de viajarmos, eles dão um pacote para cada um, contendo o que nossas mães chamam de “porcarias”: biscoitos estilo Club Social, amostra grátis mínima de Nutella, um enlatado de comida dos mais diversos tipos (de atum a carne de pato), uma barrinha de cereal e uma caixinha de suco.
O problema é que só conseguimos comer o conteúdo do pacote à noite, pois ele se perde no “buraco negro” onde ficam as malas, na parte de trás. Cada solavanco faz o pacote ir cada vez mais fundo embaixo das malas, e mal conseguimos nos mexer lá dentro. Desta forma, passamos o dia inteiro na estrada a base de água.
Mas tudo bem. Além de contemplarmos a paisagem, bolei uma trilha sonora especial para ouvirmos e cantarmos ao longo do caminho. Como respeito meu amigo Lua, não coloco alguns sons que quero, como rock pesado, por exemplo. E fiz uma compilação repleta de música brasileira: Wilson Simonal, Novos Baianos, Raul Seixas, Secos & Molhados e Tim Maia, por exemplo.
Aliás, uma coisa curiosa aconteceu quando estávamos ouvindo “Sociedade Alternativa” no estacionamento do hotel, antes de partirmos. Os “gringos” Tim e Martin ouviram o refrão: “Viva! Viva! Viva a Sociedade Alternativa” e encontraram muita similaridade na pronúncia das palavras “viva” e “bivouac”, que a gente pronuncia “bívak”.
Não demorou muito para todos estarem cantando: “Bivouac! Bivouac! Bivouac Sociedade Alternativa!”. Hahahaha!
Na parte internacional da trilha, o disco “The Wall”, do Pink Floyd, além de Kiss, Def Leppard, Red Hot Chili Peppers, Rod Stewart em sua fase rock and roll (do início dos anos 70), e um Motley Crue que consegui encaixar para ouvir enquanto dirigia.
Agora, estamos rumando para o hotel, onde devemos ter uma noite de descanso para enfrentar a sexta-feira, que será o último dia do Dacar para a maioria da turma de jornalistas que está aqui comigo.
Muitos dizem que já estão começando a sentir saudade da turma. Eu também.
PS: ontem acabei levando o inglês Tim para uma balada aqui em Antofagasta. Ver um inglês dançando música latina e tentando uma aproximação com os locais é algo hilariante. Ele bebeu tanto que perdeu o horário e quase o esqueceram no hotel, pois ele não acordou na hora combinada!
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O tempo passa voando… Nem parece que estou fora de casa há nove dias! Hoje foi mais um dia de belos cenários e experiências inesquecíveis.
Saímos de Copiapó pontualmente às seis da manhã e partimos para Antofagasta. Como o Lua dirigiu ontem o dia inteiro, foi minha vez de assumir o volante. Apesar de estarmos em uma cidadezinha no meio do deserto, de manhã fez um friozinho gostoso _o que obrigou o uso de uma jaqueta pela primeira vez!
Mas, de manhã, rolou um pequeno estresse. O assessor da Volkswagen Motorsport da Alemanha pediu para irmos na frente, e assim o fizemos. Só que, de repente, um outro membro da equipe, terceirizado, que se acha o dono do mundo, veio discutir comigo. “Você sabe para onde está indo?”, questionou. E, antes mesmo de eu responder, ele berrou: “Então por que você está na frente?”. Depois de uma discussão, no fim da tarde ele veio pedir desculpas, já que o superior dele viu tudo de camarote e discordou da atitude escrota do indivíduo.
Aceitei as desculpas. O negócio aqui é integração, não discussão.
Seguimos viagem. E que viagem longa e depressiva. Era areia de um lado, areia do outro. Mas, depois de uns 150, 200 km, chegamos à beira do Pacífico. Só que, curiosamente, não tinha areia na beira do mar, mas pedras. E assim foi durante todo o caminho. Nisso, demos uma paradinha para reagrupar a caravana do delírio e seguimos viagem.
Fizemos uma pequena reunião e decidimos tomar uma direção diferente, rumo ao deserto, para assistirmos à especial. Só não sabíamos que teríamos de pegar um trecho paralelo ao da especial, com areia fina, chamada de “fesh-fesh”, muitas pedras e buracos. Como marinheiro de primeira viagem, fiquei em pânico, pois não queria atolar a viatura.
Foram 25 minutos de tortura para mim, mas depois conseguimos e ficamos em um local onde todos passariam. Depois me acalmei e pensei: “Fiz rali no Atacama junto com os pilotos do Dacar!”. Realmente, foi demais, mas, na volta, decidi passar o carro para o Lua.

Neste lugar, havia uma placa curiosa, onde indicava o caminho para um oasis! Sensacional! Nisso, a temperatura ambiente já ultrapassava os 35ºC, e o sol tostava a todos. Os alemães já estavam colorados: metade vermelhos, metade brancos.
Esperamos alguns minutos pelas motos e algumas horas pelos carros, e a sensação foi incrível! Ver o ídolo Robby Gordon dar um salto de 20 metros a cinco de você é algo indescritível. A mesma sensação veio quando Sainz, Nasser, Al Attiyah e Neves passaram por nós. Mas, peraí… Cadê o Peterhansel? Só no bivouac soubemos que ele teve uma série de problemas.
De lá seguimos para o bivouac, e, depois, para o hotel, mas queria compartilhar algo muito legal que acontece neste evento. Além dos brasileiros, a Volkswagen convidou pessoas do mundo todo. Sendo assim passo o dia com colegas gregos, paraguaios, argentinos, alemães, ingleses, norte-americanos, italianos e uma figura peculiar: o chinês Jin Cie.
Repórter, fotógrafo e cinegrafista da CCTV, Jin é um cara calado. Passa o dia inteiro fumando o seu cigarro chines e rosnando algumas palavras do tipo “yes”, “no”. E sempre quieto. Hoje, ele deu show. Sem falar uma única palavra, conseguiu prender a atenção de todos ao fazer uma brincadeira com uma garrafa e estalando os dedos de uma forma que nunca vi antes.
Fiz questão de registrar nos vídeos abaixo:
De repente, vimos todos os alemães tentando repetir o chinês, que só ria. No bivouac, nosso amigo Lua e um cinegrafista alemão, ambos avantajados (ou com ossos largos, como dizem por aí), simularam uma luta de sumô. Esta brincadeira fez a VW inteira parar para assistir e rolar de rir.
Essa globalização é um grande barato. De alguma forma, todos se entendem. Até agora há pouco, quando esperávamos a confusão em relação aos quartos do hotel serem resolvidas, todos ficaram bebendo cerveja e rindo bastante com as histórias já acumuladas. E todos chegaram a uma conclusão: no dia 9, quando a safra atual será restabelecida, todos sentiremos saudades destes momentos.

Todos aqui já criaram uma relação de amizade bastante sólida. É como se nos conhecessemos há anos. Por isso, todos nós decidimos viver intensamente os três dias que faltam. Essa é a coisa mais legal de viver. Aliás, aprendi muito sobre a vida, hoje.

Amanhã vamos ao extremo norte do Chile, a Iquique, para depois retornarmos à Antofagasta. Serão cerca de 600 km, e provavelmente não teremos a chance de ver os carros de perto novamente, em ação. Mas, certamente, teremos um dia de muita diversão, risadas e trabalho.
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Estou vivo! Sim, sobrevivi a uma noite no deserto. Mas, antes disso, foi um longo dia.
Assim como aconteceu nos dias anteriores, deixamos La Rioja pelas seis da manhã. Foram quatro horas de sono. Como dirigi os dois dias anteriores, me deram uma”folga” e, assim que o carro entrou na estrada, apaguei.
Nunca dormi tão bem em um carro. Mesmo o banco sendo de competição, com o cinto de seis pontos bem apertado.
Quando acordei, já estávamos no deserto. A areia da região de Santa Rosa, onde foi dada a largada, é diferente da que encontramos nas praias daqui. Ela é muito fina, chamada de “fesh-fesh” pelos ingleses. Tão fina que consegue entrar em todos os seus poros.

Ver uma largada do Dacar é muito interessante. Os carros largaram com um intervalo de três minutos entre si, e cada um partia de um jeito diferente. A única coisa ruim é que comi areia até cansar. Quando deixamos a largada, com destino a um trecho da especial _já que a especial dava uma volta nas dunas e retornava_, o carro atolou. Que beleza…
As rodas ficaram cobertas de areia até a metade. E lá vamos nós guinchar a viatura. Comi mais areia, mas, pelo menos, conseguimos sair de lá. No caminho para a especial, encontramos um lugar muito engraçado. De um lado, deserto, seca; do outro, árvores, lagoa e uns bichinhos. Tinha até uma casinha onde morava uma velha senhora, que ficou maravilhada com “essas pessoas que falam diferente”. Fez a maior festa.
Ao chegarmos no trecho, a temperatura ambiente batia na casa dos 46ºC. E o mais impressionante é que muita gente estava lá. Velhos, crianças, jovens, mulheres, todos com suas cadeiras de praia, sentados e esperando os carros passarem. E demorou, viu. Muitos carros ficaram atolados e perdidos nas dunas. Ficamos pouco mais de uma hora ali e só passaram sete carros. E nada dos brasileiros. Aí, não aguentamos e fomos ao bivouac.
Chegando lá, uma tempestade de areia cobria a tudo e todos. Ganhamos uns óculos especiais, o que foi nossa salvação. Já quem estava no media center _uma tenda que parecia prestes a voar por causa do vento forte_, viu seus computadores ficarem cobertos de areia. E, pior, a tempestade cortou a conexão, e quem pagou ficou bem bravo. Como não tinha conexão, sequer arrisquei tirar minha máquina da mochila.

Mas, no meio do deserto, havia algo muito bonito para contemplar: o pôr-do-sol. Eita coisa bonita! Depois disso, a tarefa foi montar as barracas. As que deram para nós eram maravilhosas para montar: era só jogar no chão que elas armavam sozinhas! Um espetáculo! O problema foi colocar no saco de manhã, mas nada como ter amigos!
Acordamos hoje às 5h. E o nascer do sol foi outra dádiva. Mas tivemos pouco tempo para admirar, pois teríamos quase 700 km pela frente e uma fronteira para atravessar. Antes da fronteira, uma recomendação dos alemães: “no food”. No Chile, você não pode entrar com frutas, vegetais, carne; apenas produtos industrializados. Mas os alemães não entenderam direito as ordens do governo chileno, e jogaram sacos inteiros com comida fora. Já os chineses começaram a comer como loucos para não desperdiçar. Foi uma cena curiosa.

Pé na estrada. De repente, do nosso lado, passaram todas as estrelas. Peterhansel, Coma, Sainz, Neves, todos. Isso em uma estradinha simples, onde não passavam três carros lado a lado. Passados 200 km, chegamos na Cordilheira dos Andes, em um trecho 4.700 metros acima do nível do mar. Depois de enfrentarmos um calor de 46ºC, nos deparamos com um frio de 8°C e um cenário maravilhoso. Todos paravam para tirar fotos e admirar a cena, que só costumamos ver em papéis de parede.
Depois de uma meia hora, voltamos para a estrada. Mas a altitude não me fez muito bem. Comecei a sentir muita moleza e passei o carro para o Lua. Sentei no banco de trás e apaguei. Só acordei nas aduanas, onde tivemos de apresentar uma série de documentos. Passada a aduana e a fronteira, caímos no Atacama. Que deserto bonito _e melancólico.
Era uma estrada e nada em volta. Paramos em um oásis, com um lago muito curioso. Em uma parte dele, a temperatura batia nos 40ºC. Cinco metros depois, a temperatura era de 10°C. Coisas que só o Atacama traz. Nos deparamos até com lhamas e com dois esqueletos de animais que mais pareciam bois. Dois, lado a lado, em uma cena única. Nunca vi algo parecido.

Tirando isso, nada. Sim, nada. Era areia, pedra, e a estrada. Uma depressão só. Como os próximos 300 km seriam iguais, ativei meu companheiro de viagem, o livro “Noites Tropicais”, de Nelson Motta, e mergulhei no mundo da música brasileira dos anos 60. Uma viagem e tanto!
Só que, no meio do deserto, havia uma cidade! Copiapó parecia mais um oásis no meio de tanta areia. Fiquei contente quando vi um outdoor escrito “internet banda ancha con 15 megas”. Finalmente conseguiria trabalhar! É nesta hora que vemos como somos reféns da tecnologia. Ficar um dia sem internet e telefone (e sem hotel, também) foi uma experiência diferente. Quando chegamos no bivouac, não havia ninguém e a estrutura ainda estava sendo montada. Apenas os pilotos de moto chegavam, almoçavam e desabavam no refeitório. Nada mais justo: eles são heróis.
No fim do dia, o que todos queriam: um banho e uma cama. Mas, antes, havia trabalho para ser feito. Amanhã, teremos mais um longo caminho pela frente: de Copiapó a Antofagasta, serão 558 km e sete horas de viagem. O lado ruim? Acordar às 5h. O lado bom? Pegaremos a estrada que faz margem ao Oceano Pacífico. Aí sim eu vi vantagem. Por isso, posso prometer muitas fotos fantásticas para todos! Agora, peço licença para tomar um merecido banho de banheira. Ah, mereço, vai!
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Não sei nem por onde começar. Foram tantas sensações, boas e ruins, durante o dia (que começou às 4 da manhã), que até fui tomar um banho antes de escrever para formular a melhor maneira de contar tudo o que aconteceu neste sábado.
Posso dizer que foi um batismo de fogo meu primeiro dia de Dacar. Ou, falando de forma mais pejorativa, perdi o cabaço com estilo.
Vou contar na ordem cronológica. Depois de um revéillon maluco, a ansiedade bateu na porta pela primeira vez, e mal consegui dormir. Foram apenas três horas de sono, que bastaram diante da vontade de encarar o primeiro dia de competição.
A equipe da Volkswagen marcou o encontro de toda a delegação às 4h40, e de lá partimos rumo a Cordoba, onde a primeira especial seria finalizada. Com o jornalista Carlos Cintra Mauro, o Lua, no volante, ocupei o posto de navegador, enquanto a colega Elaine Freires, da Rádio Eldorado, foi no banco de trás.

O carro, um Amarok, é uma coisa de outro mundo. Ele foi todo preparado para a competição: foi instalada uma gaiola dentro (canos tubulares que fazem o papel do cockpit, comparando com um F-1), GPS, telefone via satélite, celular local, kit de segurança, barracas, água, kit médico e tudo o mais que você possa imaginar.
Para nossa alegria, o carro também continha três pares de Oakley.
Assim como os veículos de competição, nossa viatura tinha número, patrocinadores e nosso nome na lateral. Um luxo.
Bem, partimos. Pegamos a estrada chamada Ruta 9 em direção a Cordoba, com passagem por Rosário. Vimos o sol nascer e uma neblina baixa na estrada, bastante ampla. Ainda bem. Vou contar os motivos.

Cerca de 200 km após partirmos, estava consultando o mapa e, quando vi, não vi mais nada. Ao dar uma olhada no mapa, Lua perdeu a direção do carro e entrou em um matagal do lado direto da pista, em alta velocidade.
O matagal cobriu o carro, e não consegui enxergar nada. Mas vi um poste e uma árvore se aproximando. Nessas horas, muitas pessoas falam que a vida passa por seus olhos. Mentira. Só deu tempo de pensar “caralho”, apertar os cintos e esperar a porrada. Juro, tinha certeza que iríamos parar em um muro, ou em um poste, ou em uma árvore.

Por sorte, mas muita sorte, mesmo, a árvore passou de um lado, e o poste, do outro. Minha quarta vida foi para o saco, restam só três. Quando o carro perdeu velocidade e parou, todos se olharam e, em silêncio, retornamos à estrada. “Vocês tiveram muita sorte”, disse Tim, a figura do grupo _um inglês de cabelos ruivos e uma volumosa barba da mesma cor.
“Vocês passaram muito perto do poste, ‘man’. ‘Holy crap’, como vocês tiveram sorte. Achei que vocês se dariam muito mal”. Os alemães estavam calados, mas desta vez de palidez e susto.
Vou roubar uma frase que ouvi muito no último ano: tenho mais sorte que juízo.
Logo em seguida, paramos para tomar café com toda a equipe, e paramos para olhar o carro. Intacto. Só estava tomado de grama em todos os locais possíveis. “Foi tudo culpa minha, me distraí”, disse Lua, que me passou o volante do carro. Daí, seguimos viagem.
No primeiro contato com o carro, entendi o que aconteceu. O volante deste Amarok é o mais sensível que já vi. Se você encosta com a ponta dos dedos, ele já vira. Aos poucos, fui me acostumando com aquele trambolhão e o susto foi momentaneamente esquecido.
Dali em diante, guiei cerca de 500 km até a chegada da primeira especial. Até então, ninguém sabia do acidente fatal _só soubemos no bivouac, o acampamento do Dacar, e por meio de colegas via Twitter. Os organizadores insistiam em negar o óbito, mas isso é história para mais tarde.
Quando paramos na chegada da especial, o local estava tomado. Cerca de cinco mil pessoas foram para o fim do mundo que era aquele lugar e estavam em polvorosa. Cada carro era uma festa. Quando paramos na beira da estrada para assistir um pouco, fomos cercados por centenas de fãs.
Passado um tempo, colocamos o pé na estrada novamente rumo ao bivouac, que estava a uns 100 km dali. Todo o caminho estava tomado de pessoas. Cada carro que passava era uma festa. E não perdi a oportunidade: saí buzinando para cada tchauzinho que vi. Me senti o próprio Sainz.
Para o público, éramos competidores. E cada criança que via seu aceno correspondido abria um sorriso de orelha a orelha. Foi aí que senti uma satisfação enorme. Ver uma criança pulando e falando: “Pai, pai, ele acenou para mim” é fantástico. Duvido que todas aqueles pequenos fãs que estavam ali esquecerão disso.
E não eram só crianças, mas pessoas de todas as idades que faziam uma festa enorme quando eram correspondidas. De lá para o hotel fiz um buzinaço sem tamanho. Só não fazia quando a polícia estava por perto. Vai que tomamos um enquadro…
Depois de muito tempo, chegamos ao bivouac. Cara, que zona. Foi aí que surgiu a terceira sensação do dia: a raiva. Não havia um ponto sequer de internet para ser usado! Quando solicitávamos aos organizadores, eles diziam: “20 minutos, dez euros; uma hora, 30 euros”. Ou seja, se você não pagar, se ferra. Me restou a segunda opção.
A Volkswagen oferecia uma internet, mas à manivela. Via satélite, cada megabyte custava para eles cinco euros. Eles pagaram dez mil euros por um pacote de 400 Mb. Agora, me façam uma pergunta: aquilo funciona? Merda nenhuma.
Me restou fazer os textos, salvar em um pendrive e usar o computador da VW, um Apple. Quando abri os arquivos, todas as sílabas acentuadas das palavras viraram símbolos incompreensíveis. Fiquei mais puto. Tracei a seguinte tática: enviar os textos no corpo do e-mail para um de meus companheiros de site subirem.
Só que, quando estava tudo pronto, caiu a energia do caminhão. Não preciso dizer que o meu nível de insanidade foi pra estratosfera. Até o iPhone parou de funcionar, e foi aí que desisti. Peço até desculpas aos leitores do Tazio. Odeio trabalho incompleto, mas acho que gastei toda minha sorte de manhã. Ah, vá… Por tudo o que aconteceu, acredito que mereço um crédito.
Agora estou no hotel, recuperando o trabalho atrasado e me recompondo para amanhã, quando rumaremos para La Rioja. Espero que amanhã nenhum drama aconteça, e que tudo corra bem, para que possamos ter um bom rali, seja nos trechos cronometrados quanto nos deslocamentos dos carros de serviço.
Espero estar inteiro amanhã para contar mais detalhes!
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¿Hola, que tal? ¡Feliz Año Nuevo! Não sei como foi para vocês, mas, definitivamente, o revéillon 2010 será uma coisa que não vou esquecer tão cedo. Provavelmente nunca.
A Volkswagen, que me convidou para acompanhar a primeira parte do Rali, organizou um jantar de fim de ano no Restaurante Godoy, em Palermo. “Jantar?”, pensei. “Acho que os alemães não devem fazer muita festa”.
Chegando no local, minhas previsões estavam certas. Todos os alemães estavam sérios, conversando, com poucas risadas (quase nenhuma) e brincadeiras. “Acho que eles estão assim porque na Alemanha 2010 começou faz tempo”.
Quando foi dado o aviso, todos sentaram nas mesas e permaneceram sérios, coisa que me incomodou bastante. Brett, amigo norte-americano que fará o rali conosco, estava inconformado: “Estou na América do Sul, quero festa. Desse jeito vou dormir”. Concordei.
A chatice estava tamanha que me bateu uma tristeza. Queria estar com todos os meus amigos celebrando, bebendo, rindo, etc. À francesa, saí da mesa e fui para o lado de fora. De lá, comecei a telefonar para todos, desejando boas festas e matando parte da saudade.
Neste período, Carlos Sainz passou por mim, desejou feliz ano novo e se retirou, na mesma seriedade dos alemães. Tá, ele eu compreendo: é uma das estrelas da competição e precisava descansar para encarar 310 km de estrada para Cólon, além da largada promocional.
Não sei quanto tempo fiquei falando com meus amigos, mas, quando voltei à mesa, o jantar já havia terminado. Quando o relógio indicou 23 horas locais (meia noite no Brasil), a delegação tupiniquim fez uma comemoração comedida _os alemães permaneceram calados.
Sem saco para aguentar tanta falta de alegria, saí novamente, desta vez acompanhado por Brett, esperando que algo acontecesse. Tempo vai, tempo vem, e nada. Até que, quando restavam 20 minutos, as crianças argentinas, filhas dos funcionários do restaurante, saíram correndo com buzinas e serpentinas, comemorando o “año nuevo”, com os pais dizendo: “Ainda não é a hora, calma!”. Os alemães permaneceram calados.
Quando faltavam dez minutos, tudo começou a mudar. As pessoas passaram a distribuir narizes de palhaço luminosos, uns trecos que soltavam papéis picados, chapéus engraçados, e o ambiente passou a ficar um pouco mais animado.

À meia noite, o cenário virou de ponta-cabeça: virou festa. Fogos de artifício explodiram no céu e todos os alemães surgiram com sorrisos no rosto, dizendo “Feliz año nuevo” em um espanhol muito arrastado, distribuindo abraços e beijos para todo mundo.
Com isso, os brasileiros, argentinos, paraguaios, peruanos, italianos, portugueses, espanhóis e os outros integrantes das mais diversas nacionalidades iniciaram a confraternização, fazendo com que minha tristeza se transformasse em uma grande alegria.
Que bom. Isso era tudo o que queria. Depois, fui para a festa da Red Bull com amigos brasileiros e a festa foi até o sol raiar. Aliás, que coisa linda é o nascer do sol em Buenos Aires. 2010 começou de maneira maravilhosa.

Hoje foi o dia da checagem final da viatura. Meus companheiros me deram uma “folga” e fizeram todos os procedimentos, já que não era obrigatória a presença de todos. De lá, eles passaram no hotel e me encontraram para a largada promocional. Seguimos a pé e sofremos com a quantidade de mosquitos, que resolveram nos seguir.
As pessoas na rua olhavam e riam: um inglês e dois brasileiros se estapeando para espantar os mosquitos uns dos outros. Saímos vivos, mas ganhei uma picada que gerou uma belo inchaço no antebraço direito.
Chegando na Avenida Nove de Julho, um cenário impressionante. Tudo estava tomado. Estimaram cerca de 600 mil pessoas no trajeto todo. “Se fizessem a mesma coisa na largada dos Sertões em Brasília, por exemplo, não teriam seis gatos pingados e todos estariam reclamando de algo”, disse um colega. Não duvido muito.

É fantástica a paixão dos argentinos por competição _especialmente ralis. As televisões locais estão transmitindo tudo ao vivo. Aliás, eles estão dizendo que 800 mil pessoas estavam na largada. Que número, hein? Era perceptível que pessoas de todas as classes sociais estavam na rua: de ricos a pobres, passando pela classe média, misturados com gente de diversos países. Todos, um do lado do outro, aplaudindo e celebrando a passagem dos carros.
É… O Dacar escolheu o lugar perfeito para competir.
Bem, agora vou descansar. Daqui à pouco, às 4h locais, colocamos o pé na estrada rumo à Córdoba, distante 800 km daqui. Segundo nossas estimativas, o percurso deve durar oito horas. Seguiremos em comboio com toda a comitiva da Volkswagen, obedecendo uma velocidade limitada.
Vejo vocês em Córdoba!
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Etiquetado: Dacar
Para quem começou 2009 momentaneamente sem trabalho e dinheiro, terminar o ano em Buenos Aires cobrindo o maior rali do mundo é uma prova de como o mundo deu voltas nestes últimos 365 dias.
Foi um ano agitado, mas que rendeu belíssimas conquistas pessoais: o convite do Tazio, o chamado de Reginaldo Leme para o Linha de Chegada, uma parceria diferenciada, uns bons quilos a menos, diversas horas de aeroporto e muito, mas muito trabalho.
Decepções? Muito poucas e mínimas, que se dissiparam rapidamente e serviram para amadurecer cada vez mais. Erros? Também, já que não nasci sabendo de tudo. Aprendizado? Sempre. Sou um eterno aprendiz.
Todas as metas que dependiam de mim estipuladas para este ano foram cumpridas. Até um carro eu consegui. Por isso digo para vocês que a melhor coisa do mundo é ter fé e força de vontade. E nada como ter pessoas especiais para dar mais impulso, como o Zoião, que lutou pela vida e nasceu de novo.
Infelizmente, não terei nenhuma dessas pessoas ao meu lado aqui em Buenos Aires. Mas levarei todos comigo no coração quando der meia noite aqui.
Vou nessa antes que comece a chorar… Que todos tenham um 2010 maravilhoso, com paz, saúde, amor, dinheiro, amigos, serenidade e prosperidade!
PS: Querem uma dica? Faça uma lista de metas e pendure em um local onde você consiga ver todos os dias. Lute para conquistá-las. No dia 31/12/2010, vocês verão esta lista e se sentirão orgulhosos. Vão por mim!
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